segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

My Guardian Angel [Capítulo 2]

Um capítulo bastante grande! :) Espero que gostem!



 ***[- Vamos lá para dentro! - Puxou-me a Nicole.
- Já vou. - Tentava empata-la, mas em vão. Passado um bocado eu estava lá dentro. As luzes não paravam de piscar, a música estava mesmo alta e havia uma multidão de gente.
- Vamos buscar uma bebida e conhecer rapazes giros! - Ela puxou-me outra vez, mas desta vez para o balcão. Pediu qualquer coisa para ela e pelos vistos também para mim.
A noite continuava e, as tantas, a Nicole estava a dançar e a rir com um rapaz, enquanto eu estava encostada ao balcão a beber aquilo que ela tinha-me pedido.
- Whisky com gelo, por favor. - Pediu um rapaz que se tinha aproximado.
Pegou no copo e também encostou-se ao balcão ao meu lado. Reparei que ele estava a olhar para o mesmo par que eu. Disfarcei que não lhe estava a prestar atenção e continuei fixada na minha amiga e o rapaz. O rapaz com quem ela dançava era alto, roupa um pouco larga e um cabelo castanho.
- Estas a ver aquele ali de roupa larga a dançar com a rapariga de vermelho? – Perguntou o rapaz ao meu lado, só passados alguns momentos, é que percebi que ele se dirigia a mim.
- Sim. A de vermelho é minha amiga. - Não tinha coragem suficiente para olhar directamente para o rapaz.
- O gajo, é meu irmão. E já exagerou um bocado. – Disse ele num tom de cansaço.
- Pois a minha amiga também.
- Sou o Dave. - Ele esticou o braço com a mão aberta e eu apertei-lhe a mão respondendo.
- Payson. - Olhei para ele.
Este, era um rapaz alto, moreno, com cabelo preto curto. Tinha uma cara bastante proporcional para um rapaz e não passava dos 20 anos de idade.
- Prazer. - Sorriu ele.
Só aí percebi que ainda tinha a minha mão agarrada a dele. Rapidamente soltei-o e meti as mãos nos bolsos.
- Sim. É um prazer. - Voltei a olhar para a Nicole, ela já estava aos beijos com o irmão do Dave. Revirei os olhos. - Mas que típico... - Disse eu e voltei-me de costas para o par amoroso.
- Então, porque é que não estás aí com a tua amiga? Em vez disso, estás aqui ao balcão.
- Saídas, não são a minha cena. - Ri-me, sem ter de encara-lo. - Sim... O meu irmão é que costuma levar-me a estes sítios. Ele adora engatar miúdas. - Acenei em forma de compreensão.
- Olha, eu e o Luke vamos andando. - Quase gritou Nicole ao meu ouvido. - Podes ligar ao meu irmão para ele te vir buscar.
 - O meu irmão não está muito lúcido para conduzir. Eu levo-vos. A todos. - Disse o Dave e olhou para mim.
- Meu, eu estou bem. - Ria-se o Luke.
- Não vou discutir isso contigo. - Riu-se o Dave do seu irmão, agarrou-me pelo braço e puxou para fora daquela confusão.
Na rua estava bastante frio e eu arrepiei-me. Vi a Nicole com o Luke ao pé do carro cinzento, estavam bastante entretidos um com outro.
 - Toma. - Ele esticou o seu casaco, eu não o aceitei, apenas fiquei parada a olhar para ele. Ele aproximou-se de mim e colocou o casaco a minha volta. - Melhor?
- Eu não vou contigo. - Afirmei eu.
- Porque não? - Perguntou ele admirado.
- Primeiro, porque não te conheço de lado nenhum. Segundo, estiveste a beber. - Lembrei-me de tê-lo visto a pedir um whisky.
- Na verdade, não bebi nem uma gota. Só pedi para não ser mal visto. E não te preocupes, eu não te vou fazer mal nenhum. - Sorriu ele para mim. Eu continuei parada.
- Eu sei como são rapazes... Dizem que não, mas depois... - Não acabei, mas ele percebeu a ideia. - Eu vou ligar ao Jack.
- Não será necessário. E eu não acredito que penses isso de mim. - Disse ele sorrindo para mim.
Eu não respondi, apenas olhei para ele sem qualquer expressão. Ele dirigiu-se para o estacionamento e vi um Audi a piscar. O Luke e a Nicole entraram lá para dentro, para os bancos traseiros.
- Esse carro é demais! - Observei eu quando estava mesmo ao lado deste. - Adoro-o... - Passei a mão por cima do capote. Seria precisam pelo menos duas vidas para eu conseguir comprar um carro daqueles.
- Sim, é um carro bastante bom. - Respondeu-me ele.
Bastante bom? é um carro desportivo! Entramos no carro e eu coloquei o cinto de segurança. - Eu acho que será melhor levar estes dois para a casa. Ou pelo menos a tua amiga. - Disse-me ele olhando para o espelho, para ver melhor aqueles dois. Quando me virei, vi que eles tinham adormecido um em cima do outro.
- Sim. Vamos levar a Nicole. Eu fico com ela.
 - Bem, então diz lá qual é a morada.
Durante o caminho havia um silêncio embaraçoso e o Dave tentou encontrar alguma música na rádio, mas depois desistiu e deixou ficar um canal qualquer, mas num som muito baixo.
- Disseste que não costumas sair, mas estás vestida para uma saída. - Observou ele.
- Isso? Maior parte é da Nicole, não costumo andar com coisinhas dessas normalmente.
- Mas devias. Fica-te bem. - Voltou ele a sorrir e eu não pude evitar de me sentir estranhamente agradável com ele.
- Obrigada.
 Ele olhou para mim e voltou a sorrir. Depois eu percebi.
- Deves ter feito muitas vezes isso. - Disse eu muito baixo enquanto olhava para a janela do carro.
- Isso o quê? - Perguntou ele surpreendido.
- Sabes que és bonito, sabes que uma rapariga simples não te resiste, vais à uma discoteca, arranjas uma miúda, depois fazes senti-la bem e ela cai-te rendida aos pés. - Disse eu calmamente.
- Mas tu não és uma rapariga simples. - Disse ele.
- Isso tu também deves dizer a muitas. - Respirei fundo. Estava um pouco zangada por ter sentido uma certa simpatia pelo rapaz.
- Porque é que pensas isso sobre mim? - Ele parecia mesmo admirado.
-Bem...como já te disse: tu és bonito, e sabes usar aquilo que tens. Já chegamos. Obrigada pela boleia. – Disfarcei logo eu, comecei a achar que a conversa estava demasiado embaraçosa.
- Espera. Eu ajudo-te a levar a tua amiga. - Ele saiu do carro.
- Não é preciso. Vou chamar o Jack. - Ele olhou para mim e eu não pude não olhar para ele da mesma maneira.
- Mas tu namoras com este rapaz para estares sempre a mencionar o nome dele?
Não respondi. Sacudi um pouco a Nicole para ver se ela acordava, foi difícil mas lá estava ela a sair do carro e bater com força na porta de casa.
- Obrigada pela boleia. - Agradeci eu e vi que a Nicole já não estava e a porta da entrada estava aberta.
- De nada. - Ele entrou no carro. - Vemo-nos por aí.
 Dirigi-me a porta e depois de ter entrado fechei-a bem. Fui até a cozinha e encostei-me a bancada. Reparei que tinha ainda o casaco do Dave. Comecei a remexer nos bolsos e lá encontrei um papel pequeno. Desdobrei-o e vi que era um número, revirei os olhos e voltei a colocar o papel no bolso.
- A Nicole já está a dormir. - Disse o Jack que tinha entrado na cozinha. Ele já estava vestido de pijama: uma t-shirt verde escura e umas calças um pouco largas.
- Obrigada por fazeres isso. - Sorri para ele ao que ele retribuiu. - Então uns amigos vieram cá trazer-vos?
 - Sim. Pode dizer-se que sim. - Respondi tirando o casaco. - Bem, eu estou cansada. Vou dormir. Boa noite. - Passei por ele e coloquei a minha mão no seu ombro.
- Sim. Boa noite, Payson.
Tomei rapidamente um duche, vesti o pijama e deitei-me. Ouvia a pesada respiração da minha melhor amiga, mas não era isso que me não deixava dormir. Mas sim, o rapaz que eu acabara de conhecer. Ele fazia lembrar alguém, mas não sabia bem quem. Depois de várias voltas na cama, por fim o sono apoderou-se de mim.

 " - Hey! Estava a tua procura. - Disse o rapaz de cabelo preto para mim. 
- Desculpa, perdi-me na livraria a estudar a literatura. Só consegui chegar agora. - Disse eu. 
- Tu não devias estar aqui. Se nos descobrem, estamos feitos. 
 Estávamos no que parecia um sótão. Estava escuro, única coisa que iluminava aquela divisão escura era uma pequena vela. 
- Eu tinha que te ver. - Sorriu ele, depois beijou-me docemente, como se não houvesse amanhã. 
- Acho isso tão injusto. - Disse eu mal os nossos lábios se separaram. 
 - Eu sei. Se fosse num outro tempo, poderíamos estar juntos. Aqui e agora somos dos estatutos diferentes e a nossa união seria...impensável. - Ele apanhou-me uma madeixa do cabelo e colocou atrás da orelha. 
- Achas que vai haver outro tempo para nós os dois? - Perguntei eu ao que ele sorriu e respondeu: 
- Nunca duvides disso. - Beijou-me outra vez."]***

sábado, 26 de março de 2011

My guardian angel [Capítulo 1]

Hello! Cá esta o prometido 1º capítulo!
Desculpem pelo atraso! Bem, espero que gostem!


***- Sabes, eu gostava de ser como tu. - Disse eu a Nicole.
- Só não és porque não fazes nada para isso. - Respondeu ela calmamente virando a página da revista que estava a ler.
Era um sábado e eu fiquei a dormir em casa dela, faziamos isso desde os nossos 8 anos, agora tinhamos 17 e andavamos no 12º ano. Nicole era a minha melhor amiga desde aquela idade. Ela sempre foi o tipo de rapariga que os rapazes preferiam: morena, cabelo castanho escuro, tal como olhos. TInha uma excelente gosto pela roupa e era muito feminina. Eu...bem, eu era, basicamente, o oposto.
Eu estava sentada na cadeira e baloiçava nela enquanto Nicole estava sentada na cama a ler a tal revista.
- Payson, vamos sair! - De repente afirmou ela e pôs-se de pé.
- Mas, tu sabes perfeitamente que eu não saio a noite. - Olhei para ela com ar sincero.
A verdade é que eu não gostava de sair, preferia ficar em casa e ver um filme do que ir a um bar e ouvir uma música aos altos berros. Não é que não gostasse de música, para ser sincera, era aquilo que eu mais gosto, mas não gosto de discotécas e muita gente ao molho. Já tinha saído várias vezes, mas não havia paciência para esta saída.
- Vá lá, Pay! Não querias ser como eu? Podemos começar por sair! - Tentava ela convencer-me.
- Eu já te disse um milhão de vezes, mas vou repetir outra vez: não quero sair. Não vou sair. - Disse eu determinada.
- Só desta vez... Pay... - Ela fez a cara que sempre me convenceu.
- Só. Desta. Vez. - Revirei os olhos. - Mas eu nem sequer tenho roupa para sair. - Revoltei-me eu.
- Isso arranja-se. - Ela desapareceu no seu armário e quando voltou a aparecer tinha uma saia de ganga e um top preto.
- Não. - Sorri ironicamente para ela. - Nem penses que vou vestir isso!
- Está bem... Podes calçar umas botas, para te sentires mais a vontade. E eu dou-te uns colants. Pretas. E um casaco de cabedal, podes usar o teu. Pode ser?
Voltei a revirar os olhos mas depois respondi:
- Está bem, está bem. Mas...
- Sim, sim, é só desta vez. - Concluiu ela.
Vestimo-nos rapidamente e eu olhei para o meu reflexo.
- Sinto-me ridicula com esta saia.Não gosto de saias. - Refilava eu para o meu reflexo.
A Nicole escolheu um vestido vermelho que ficava-lhe mesmo bem.
- Não ficas nada ridicula, só acho que devias usar outros sapatos. Olha estas sandálias tão sozinhas... - Apontou para um canto do armário.
- Não, não quero mudar nada. Obrigaste-me a vestir saia e um top mesmo justo, não quero mais modificações no meu gurda-roupa.
Eu gostava de calças de ganga escuras ou mesmo pretas. Normalmente usava t-shirts ou tops um pouco largos. Não me sentia a vontade, mostrar corpo a mais. Era pouco feminina.
Nicole apanhou os seus sapatos pretos de salto alto, calçou-os e vestiu um casaco preto. Depois disso saímos de casa. Pedimos ao irmão dela para nos levar à dicotéca, levou um pouco tempo convence-lo, mas lá foi ele. Chegamos lá e aquilo estava mesmo uma confusão.
- Vamos! - Quase gritou Nicole para mim. E saiu do carro.
- Hey, Payson! - Chamou-me o Jack, o irmão da Nicole. - Promete-me que tomas conta da Nicole. Ela exagera sempre portanto prepara-te. Se precisares de ajuda é só ligares.
- Eu tomo. - Olhei para a amiga e depois respirei fundo e disse ao Jack. - Podes contar comigo. Se for preciso eu ligo.
Ele sorriu para mim e piscou-me o olho.
- Obrigado Pay! És uma grande amiga! Ah, e já agora. - Eu ia sair do carro, mas depois olhei para ele. - Essa saia fica-te bem. - Ele sorriu e depois foi-se embora.
Para mim, foi um momento bastante embaraçoso. O Jack era um rapaz bastante bonito e bem feito. Provavelmente um dos mais bem feitos que eu alguma vez tivesse visto. Mas ele para mim era quase um irmão, melhor amigo. Nunca pensei nele como um namorado, seria esquisito, além do mais, ele não está nem um bocado interessado em mim.***


[continua...]